sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Jessier Quirino - grande poeta popular


Não tem lugar melhor para ser apresentado ao Jessier do que em Petrolina em casa cheia... Minha profunda admiração ao grande arquiteto da poesia matuta!
Não poderia deixar de registrar a presença do meu grande amigo Adalto e sua digníssima esposa Aila. O casal é companheiro nosso de muitas viagens. No ano passado, o ponto alto da nossa viagem foi um sobrevôo num avião teco-teco sobre os Lençois Maranhense. Aila, morrendo de medo, tava tão tensão que estava de dentes cerrados (veja em vídeo que postei no YouTube http://www.orkut.com/FavoriteVideoView.aspx?uid=11974009259774691830&ad=1184496872 ).

Petrolinda - pit stop


A cidade me recebeu da melhor forma que pode receber um sertanejo: com uma chuva. Isso tem um significado muito especial, parece que um pincel cheio de tinta verde abusou da paisagem!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Até que enfim...

Como é difícil desligar a tomada e resolver todos os problemas para zarpar! Mas hoje parto do front de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção. O que deu para ser resolvido, pronto; o que não foi possível, paciência! Parodiando o Chaplin: não sois perfeito, tou em busca de ser uma máquina!
Amanheço em Petrolina e Juazeiro. Vejo minha adorável mãe, irmãos e familiares. A estada vai ser curta, afinal perdi muito tempo desligando a tomada e resolvendo os percalços domésticos. Mas compenso programando uma semana de férias em junho/julho e ainda levo a tropa de choque (Zeus, Brenda Letícia e Valentine).
Tenho certeza que amanhecerei bem mais relaxado, pois a única ponte que remete a esse mundo que quero esquecer por um mês se trata de um aparelho de celular. Não precisamos ficar completamente desconectados, afinal nossa situação não mais permite. Também deixo o blog para algum contato e para dar notícias dos aventureiros que seguem a trilha. Tudo é partida (literalmente) e para terminar o post de hoje vou buscar no fundo do pote uns rápidos versos que rascunhei há muito, muito tempo atrás:
Minha arte
Antes de arte
É todo e parte
Ao mesmo tempo
De um sentimento.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Confirmado o último tripulante


Bem, furamos com a publicação diária dos posts, mas foi em função dos preparativos e organização da viagem (tá certo Otávio?). Nesses dias aconteceu de passarmos o dia todo fora, chegando em casa depois da meia noite.

Confirmamos a presença do terceiro tripulante, Vinicius Lima, amigo do Egídio de longas datas, que passa a incorporar todo o roteiro da viagem (veja a descrição dos tripulantes em post anterior). Somente não vai voltar com a gente (ao invés de fazer o último roteiro em Sampa com a gente, ele vai passar uns dias no RJ).

Vinicius, como já disse anteriormente em outro post, é o cara mais viajado da tripulação (dentro da barriga da mãe ele já ficava rodando pensando que era o planeta terra). Quando estávamos confirmando o roteiro ele disse: "minha vida só tem sentido em função das minhas viagens". Que coisa mais profunda (risos). Por enquanto é só, mas depois tem mais, afinal de quilômetro em quilômetro, avançamos mil metros! Soh! Como tá o hip hop na área?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Últimos preparativos...

Estamos nos aproximando do início da nossa aventura. Esta última semana será reservada para as últimas providências, resolver os problemas domésticos, visitar familiares e amigos, para então zarpar em busca de novos horizontes e fronteiras. Novas paisagens, novos amigos. Tenho certeza que quando terminar a viagem já não serei o mesmo, assim como aquele rio do Heráclito de Éfeso.
Teremos um mês perambulando de cidade em cidade na procura de cartões postais que esperamos arrombar a nossa retina, como diz o Chico Buarque na sua canção. Buscamos o êxtase da contemplação, ver o diferente, transgredir em outra língua, penetrar noutra cultura como um piercing, fugir da nossa rotina de bater o ponto no trabalho, sentir novas emoções, viver novos sentimentos. Tudo, tudo, tudo bem diferente!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Quase Pasárgada...

No caso de contratar um pistoleiro para me matar / às sextas, consegue me apagar no Boteco / Mas de preferência faça o serviço já depois da meia noite e de meio litro de uísque / mas nunca no final da garrafa / quando a amnésia alcoólica já se instaurou / quero morrer de copo cheio / nem tão lúcido, nem tão bêbado / na medida exata em que o malte já me deixou dionisíaco / quero morrer vivo / quero morrer no Boteco / pois lá sou quase rei / tenho sempre o garçom ao alcance de manter meu copo repleto / lá é sempre outra coisa / quando fico animado, pulo, danço e não há ninguém que me faça parar o passo / lá eu afogo todas as mágoas secando a garrafa / e quando chega no final da noite / quando consigo me lembrar / eu tou pra lá de feliz / fico feito menino levado e traquino / só não subo em árvore / porque só tem pé de gente / mas mesmo assim, pulo, danço e não paro o passo! (post escrito diretamente do Boteco)


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Boteco house

Registramos a presença luxuosa do nosso amigo Otávio Mignot (ao lado do caricatural Egídio Gomes) companheiro das farras e também um admirador do Boteco.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sempre assim...


É sempre assim / você nunca diz sim / insisto, insisto que nosso caso não tem fim / mas você foge de mim / parece loucura, mas já me acostumei com seu habitual de ser / somente muda o tempo dos capítulos / e o momento que a mocinha se entrega para o bandido / todo o resto, todo o todo é o mesmo / o mesmo comportamento / fugir sempre, fugir sempre de mim (post celular, do Boteco)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

6ª, 7ª ou 8ª parada (me perdi!)... Colonia del Sacramento


Resolvemos colocar no roteiro Colonia Del Sacramento, no Uruguai, porque se trata de uma cidade histórica. Nas pesquisas pela internet, encontramos: "É a localidade que melhor conserva o passado português. Suas estreitas ruas, seus faróis e seus muros conferem-lhe um ar particular. Entre seus numerosos locais tem destacado Portón de Campo, o Bastión de São Miguel, o Convento de São Francisco Xavier ou da Casa del Virrey. Para ter uma idéia do conjunto tem que passar pelo farol da cidade (do século XIX). Em Sacramento encontra-se a igreja mais antiga do país, a Igreja Matriz do ano de 1680 e apesar de encontrar-se deteriorizada é digna de ser visitada."

Juro que não estou sendo preguiçoso, mas não posso falar sobre o que praticamente não conheço nada. De lá baldearemos para Buenos Aires. Prometo que compenso falando bem muito após conhecer. Ah, a cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mochileza não é moleza não...

O RAP (Rhythm And Poetry, traduzindo ritmo e poesia) da Rapadura declama: "não é mole não / não é mole não / a rapadura é doce / mas não é mole não". Assim como o Mário Hermógenes comentou, homem dos números e cifras da Camed e grande companheiro de relatórios anuais, algumas pessoas têm comentado que o roteiro é muito puxado, pois passamos dois ou três em cada local e já embarcamos para outra cidade. É verdade, fizemos uma escolha em poder conhecer mais cidades, no entanto não vamos poder nos aprofundar nos atrativos de cada localidade. Contudo, após a viagem e em outra oportunidade podemos retornar para explorar mais a cidade. Resumo da ópera: Mochileza não é moleza não!
Ah propósito, embora considere que a viagem somente começa, para a minha pessoa, em São Paulo-SP, no entanto, eu já inicio a viagem 10 dias antes. Digamos que farei um "retiro espiritual" de 3 dias em lugar desconhecido. Depois embarco para Petrolina visitar meus familiares e amigos. No domingo, pego um vôo para Recife e ainda passo um dia lá visitando meu amigo Remígio. De madrugada embargo para Sampa, onde me encontro com o elemento-indivíduo-sujeito Egídio (pós-show Iron Maiden). Talvez não considere esses pre-âmbulos como parte do roteiro porque já conheço esses lugares. Mas não deixa de fazer parte da viagem. Talvez signifique a recarga da bateria para viagem.
A Estela, como sempre, diz que não acredita nessas "coincidências", comentando o último post do blog, mas ela faz o tipo que diz que não e no fim acabando dizendo outra coisa, de preferência nos últimos momentos. Para ela já contei e dediquei aquela piada do político versus mulher: o político quando diz SIM significa TALVEZ; quando diz TALVEZ significa NÃO; e quando diz NÃO, não é político, pois um político nunca diz NÃO para o eleitor. A mulher quando diz NÃO significa TALVEZ; quando diz TALVEZ significa SIM; e quando diz SIM, não é mulher, pois a mulher nunca diz, de cara, um SIM para um homem. Assim costumo dizer é a bela Estela. E nada mais oportuno que terminar este post com Manuel Bandeira (e provocando de novo, "é muita coincidência, é uma verdadeira conspiração cósmica!", por sinal já ofereci para Estela):
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero rever Bagdá e Cusco
Quero quero
Quero o [moreno] de Estela
Quero a [[brancura]] de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"É muita coincidência, é uma verdadeira conspiração cósmica..."


Geralmente, digo para uma certa pessoa quando vários acontecimentos convergem, corroborando a idéia de uma força ou de uma "mão invisível" (termo que vem do economista Keynes) que nos move no sentido de alimentar uma situação ou sentimento especial: "é muita coincidência, é uma verdadeira conspiração cósmica"! bdmga! concorda?

Isso mesmo, está tudo entrando em zona de convergência. Os fatos e situações começam a se entrelaçar. Tenho certeza que a viagem que está sendo concebida já começou, de certa forma, há algum tempo e, o melhor de tudo, tá iniciando com o pé direito. Vendo todas essas "crendices" vão pensar que eu sou um sujeito do tipo que acredita em astrologia, horóscopo e que não sai de casa sem traçar um mapa astral. Não. Frescuras, tou fora. Mas sei da força do desejo, do desejo que move as coisas e nos coloca em rota de colisão (no bom sentido da palavra). Por isso, tenho o costume de dizer: desejar é poder.

Ah, já definimos alguns trechos da viagem. Dia 13 de março, embarcamos em Porto Alegre com destino Montevidéu, Uruguai. De lá, após conhecer os atrativos turísticos, vamos nos baldiar de barco para Buenos Aires. Após estada na capital argentina, embarcamos dia 21 para Santiago no Chile, retornando para Argentina dia 24. Nesse meio de campo, pretendemos fazer uma parada no velho e bom Paraguai para umas comprinhas básicas. E como o nome desta cidade sugere, vamos para Bonito-MS. Então pegamos um vôo em Campo Grande-MS, no dia 29, com destino São Paulo-SP, onde ainda passaremos um dia, antes de retornar para nossa grande Fortaleza. Ufa!

Carteira de Alberguista


Já tá na mão... Agora é só colocar a Mochileza nas costas (post celular)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Alterações no roteiro


Bem, ouvindo duas mulheres muito viajadas, leia-se Dra. Luisa Helena e a socialite Rebeca Luna, resolvemos mudar o roteiro da viagem. Para quem não conhece a Dra. Luisa é tão viajada, que ela já se inscreveu para ser uma das primeiras brasileiras a fazer excursão para lua. Por sua vez, a Rebeca LUNA disse que não iria para a lua, apesar do seu nome, porque é chato ficar muito tempo sem tomar chá das cinco.

Seguindo o conselho das duas expert´s, suprimimos do roteiro Joinville e passaremos somente um dia em Porto Alegre, servindo apenas de ponte aérea para Montevidéu, no Uruguai. Em compensação, faremos tour em Gramado, Canela e Bento Gonçalves.

Analisando também os vôos disponíveis, suprimimos Mendoza e Cordoba. Iremos num vôo ida e volta para Buenos Aires / Santiago / Buenos Aires.

Afinal, o roteiro é um ente vivo e está passível de mudanças.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

5ª parada - Montevidéu - Uruguai


Geralmente, reclamamos que os americanos menosprezam os povos latinos, considerando uma cultura inferior. Contudo, olhando para os nossos pares no nosso continente, também subjulgamos os povos dos países da América do Sul, excetuando-se os argentinos. Às vezes, nem lembramos que eles existem ou então, de forma preconceituosa, concebemos erroneamente como aborígenes do nosso continente. Quero, aqui nesse momento, desfazer desse olhar carregado de juízos que devemos severamente nos envergonhar. Devemos sim olhar de igual para igual, respeitar as suas culturas, as suas raízes, o seu modo de viver, o seu pensamento etc. Afinal, mesmo que seja descendente direto dos índios, quem será mais civilizado o homem branco ou cara pintada? Cada vez mais admiro os povos indígenas. Estou aqui me referindo aos demais países do continente, até mesmo porque os uruguaios descendem na sua grande maioria dos europeus.

Pôxa vida, falei tão sério! Quem me ver assim falando dessa forma nem vai me reconhecer e ainda vai dizer: tem certeza que foi o Alécio Amando, aquele palhaço, que falou isso? Aquele que perde um amigo mas não perde a piada? Risos a parte. Quero dizer, viu, que sou um homem muito sério!

Deixando de lado os aspectos antropológicos, vamos a 5ª parada - Montevidéu, no Uruguai. O país é pequeno, tem um pouco mais de 3 milhões de habitantes, o que seria menor que a população de muitos estados brasileiros. Contudo, pelo que pesquisei, é um país que tem um certo grau de organização. Em Montevidéu, vamos encontrar uma programação de teatro, museus, mercados e praias. Vamos também poder conhecer mais sobre os dois uruguaios mais ilustres: Mário Benedetti, escritor, e Pedro Figari, artista.

Com certeza, quero descolar minha retina com um olhar todo novo: um outro país. Dentro da nosso roteiro de viagem, vai ser o primeiro país após ultrapassarmos os limites do nosso extenso Brasil.

Vamos conhecer um pouco mais sobre o nosso vizinho!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

4ª parada - Porto Alegre


De improsivo, Porto Alegre - bombacha - gaúcho - churrasco - povo animado - festeiro - tchê - extremo - cultura - engenheiros do havaí - banda que eu nao lembro o nome - chula - brasas - danças - ufa!

É isso mesmo, Porto Alegre, capital no extremo do Brasil, tem muito a oferecer, imaginamos muita coisa para conhecer, cultura etc. Em tour virtual, vislumbramos teatros, monumentos, prédios, lagos, mercado, parques, museus etc. Nada melhor do que uma música para viajar:

"Engenheiros Do Hawaii - Anoiteceu em Porto Alegre
na escuridão a luz vermelha do walkman
sobre edifícios a luz vermelha avisa aviões
nas esquinas que passaram nas esquinas que virão verde, amarelo, vermelho espelho retrovisor
[ anoiteceu em PoA ][ anoiteceu em PoA ]
na escuridãosó você ouve a canção eu vejo a luz vermelha do teu walkman
sobre edifícios no 30º andar uma flor vermelha nasceu
nas esquinas que passaram nas esquinas que virão há sempre algém correndo fugindo da "Hora do Brasil"
[ anoiteceu em PoA ]BRASÍLIA, 19 HORASESTA É A VOZ DO BRASIL[ anoiteceu em PoA ]
na zona sul existe um rionesse rio mergulha o sole arde fins-de-tardede luz vermelhade dor vermelhavermelho anil
atrás do muro existe um rio que na verdade nunca existiu mas arde fins-de-tarde de luz vermelhade dor vermelhavermelho anil
[ aconteceu a meia-noite ][ anoiteceu em PoA ] [ aconteceu a noite inteira ] [ aconteceu em PoA ]
EU DISSE QUE ACREDITASSEM EU PEDI QUE ACREDITASSEM EU NUNCA DEIXEI DE ACREDITAR QUE O GRÊMIO IA SER CAMPEÃO DA AMÉRICA HOJE...ESTA... NOITE EM PORTO ALEGRE
quinze pr'as duas ruas escuras ?quem tem o mapa? ?qual é a direção?
duas e meia castelos de areia cabelos castanhos estranhos sinais
já passa das três ...pela última vez... de hoje em diante só uísque escocês
cinco da manhã nada diferente chegamos finalmente ao dia de amanhã
[ eu trago comigo os estragos da noite ][ eu trago comigo os estragos da noite ][ eu trago comigo os estragos da noite ](escondo meu rosto entre escombros da noite)
um ditador deposto marcas no rosto um gosto amargo na boca uma certeza só uma certeza: "da próxima vez, só uísque escocês"
duas fichas telefônicas um telefone que não pára de tocar (ninguém atende) eu não entendo 'tão fazendo onda 'tão fazendo charme um alarme de carro que não pára de tocar
[ eu trago comigo os estragos da noite ][ eu trago comigo os estragos da noite ][ eu trago comigo os estragos da noite ](não nego, não nego, não)
uma canção no rádio uma versão mal traduzida um pastor exorciza na rádio de um táxiAQUI ESTAREMOS EM NOME DE JESUS uma certa impressão...uma certeza imprecisa PRA PEDIR AO ANJO DEUS "?quem não precisa de uma versão, uma tradução?"
PARA COLOCAR AS MÃOS NAS PROFUNDEZAS DO TEU CORPO PARA ARRANCAR A MACUMBA PARA A GLÓRIA EM NOME DE JESUS CRISTO
um ditador deposto marcas no rosto um gosto amargo na boca e a certeza de que o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro
O GRÊMIO VAI SER CAMPEÃO DO MUNDO O RIO GRANDE DO SUL E O BRASIL VÃO VIVER UMA MADRUGADA QUE NÃO TERMINARÁ ANTES DO SOL NASCER
[ eu trago comigo os estragos da noite ][ eu trago comigo os estragos da noite ][ eu trago comigo os estragos da noite ](meu reino por um rosto, pelo resto da noite)
noites que passaram noites que virão noites que passamos lado a lado em solidão noites de inverno noites de verão noites que viramos esperando o sol nascer esperando amanhecer esperando o sol nascer
[ amanheceu em PoA ][ amanheceu em PoA ][ amanheceu em PoA ]amanheceu...
*SEIS HORAS QUINZE MINUTOS ZERO SEGUNDO
recomeça tudo lá fora "here comes the sun" "the sun is the same in the relative way but you are older"
*SEIS HORAS VINTE MINUTOS ZERO SEGUNDO
recomeça tudo lá fora nas esquinas, nas escolas um litro de leite meio quilo de pão
*SEIS HORAS TRINTA MINUTOS ZERO SEGUNDO
recomeça tudo lá fora neguinho da Zero Hora vende manchetes quinze pr'as sete da manhã nada diferente chegamos finalmente ao dia de amanhã...
[ em PoA ]"

Vamos lá tchê!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

3ª parada - Floripa


De cara, já soa gostoso e carinhoso: Floripa. Florianópolis é a junção de Floriano, referência ao presidente Floriano Peixoto, acrescito do termo grego polis, que significa praça ou cidade(no sentido da democracia grega). A história conta: "o nome da cidade de Florianópolis vem de 'Cidade de Floriano' uma referência ao presidente Floriano Peixoto. Originalmente denominada Nossa Senhora do Desterro, em alusão à sua padroeira, ou simplesmente Desterro, seu nome foi alterado ao fim da Revolução Federalista, em 1894, em homenagem ao então presidente da República Floriano Peixoto. Deste nome deriva o apelido Floripa, pelo qual a cidade é amplamente conhecida.Em 1891, quando o marechal Deodoro da Fonseca, por influência da Revolta da Armada, renunciou à presidência da recém-instituída república, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, mas não convocou eleições após isso, contrariando o prescrito na Constituição promulgada neste mesmo ano, fato que gerou duas revoltas: a 2ª Revolta da Armada (originária da Marinha, no Rio) e a Revolução Federalista (patrocinada por fazendeiros gaúchos). As duas insurreições chegaram ao Desterro com o apoio dos catarinenses. Entretanto, Floriano Peixoto conteve-as ao aprisionar seus líderes e, com isso, restaram no domínio da cidade tão-somente simpatizantes do presidente, que, em sua homenagem, deram à capital a denominação de Florianópolis, ou seja, 'cidade de Floriano'."

Em Floripa, muito promete o ambiente litorâneo. Muitas praias, a história da cidade, os seus atrativos turísticos, o clima de ilha (assim como sentimos em São Luís), tudo nos leva a crer que será uma parada bem proveitosa. Conhecer e degustar Floripa. Que venha!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

2ª parada: Joinville.... e falha.....

Primeiro, falhei. É horrível para um homem dizer isso, mas falhei. Assumir sua falha e conviver com isso. Mas isso mostra que eu não sou o Super-Homem. Falhei e pronto! Acabei não postando nada ontem. Mas a ressaca oriunda da sexta-feira no Boteco acabou me consumindo junto com a programação do Beach Park. E quando dei conta do horario, já tinha passado da meia noite, já tinha passado o domingo etc. Falhei.
Segundo, vamos fazer um registro especial. Estou sendo privilegiado com a visita da minha prima Mara Dallena, que está de férias e veio visitar o primo. Mara para quem não conhece é um amor de pessoa, doce, bem humorada, inteligente e muito esforçada (faz estágio no BNB e ainda tem tempo de cursar Jornalismo e História). É um prazer recebê-la na nossa cidade!
Terceiro, vamos para a nossa 2ª parada do roteiro da viagem - Joinville.
Alguém interveio e disse "porque ao invés de Joinville, não passar mais dias em Curitiba?" Talvez eu não tenha uma resposta muito certa para a indagação. Mas escolhi a cidade porque fica entre Curitiba e Florianópolis, como aquela poema do Drummond - uma pedra no meio do caminho. Pedra no sentido positivo da palavra. Entre o mar e a serra, Joinville é a maior cidade do estado e segundo relatos tem uns bons atrativos turísticos, noites e bares, inclusive muita gente bonita (mas o mais importante é a beleza interior... rs rs). Acredito que será uma parada válida. Somente saberemos conhecendo.

E aí Joinville? Devemos lhe conhecer?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Algumas curiosidades sobre a "higiene cultural européia"


Hoje, a Juliana Lousada ("colombiana" que trabalha comigo - pense numa mulher bruta! tenho pena do homem que se casar com ela) apresentou-me um texto bacana sobre algumas curiosidades sobre a "higiene cultural européia", que achei muito bacana e aproveito o blog para reproduzir para os nossos leitores acidentais.

Cumpre mencionar que não estou com preguiça de escrever o blog (metodologia Crtl C + Ctrl V). Mas como o texto é bem interessante, ele economiza alguns neurônios queimados escrevendo o post de hoje. Observação importante a ser feita: nós somos mochileiros, mas somos limpinhos viu! Nada daquela imagem do mochileiro que passa 4 dias para tomar um banho!

A Juliana escreveu encaminhando o texto: "tai negrada" (eu disse que ela era bruta, viu!):

"Curiosidades dos anos 1600 a 1700.
Pode não ser novidade mas o relato é interessante e uma reflexão sobre épocas e costumes não estaria fora de propósito….
Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros. Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene. Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos "maio" como o "mês das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.
Os copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, Do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.
Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje."

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Curitiba - 1ª parada do roteiro


Na verdade, São Paulo vai ser só o ponto de partida do roteiro. Não faremos nenhuma programação em Sampa. Não que a cidade não tenha inúmeros atrativos, porque tem uma vida cultural muito rica. Iniciaremos por Curitiba-PR.


Então perguntamos para o nosso grande oráculo In-Ter-Net, "o que é que Curitiba tem para nos dar?" Como o oráculo funciona como se tivesse baixando um santo: o grande sábio fala através de muitas vozes que ecoam em múltiplas sequências binárias (que viagem para dizer que copiou da internet as sugestões de roteiros!):


- Pedro P fala: olha eu moro em curitbae na minha opinia o melhor lugar pra ir é o jardim botanico, ai tem tambem o parque barigui, o parque tangua, o parque tingui, o bosque do alemao, a opera de arame, nos domingos tem a feirinha no lago da ordem , todo domingo de manha, bom eu acho esses os mais interessantes, a tem tambem o museu do olho que agora eu esqueci o nome!!!!!

- Seretern fala: Como você já deve saber, Curitiba não tem um grande atrativo turístico ela é o grande atrativo. Minha sugestão é que você faça o passeio de Linha Turismo (veja esse site www.viaje.curitiba.pr.gov.br ) que é um ônibus que em mais ou menos 2 horas passa pelos principais pontos turísticos da cidade, mas, se estiver sem tempo vá pelo menos no Jardim Botânico é lugar maravilhoso, Torre das Mercês da para ver a cidade toda e até a Serra do Mar. Por falar nisso se tiver tempo faça o passeio de trem de Curitiba a Morretes, não existe nada mais lindo que esse passeio. Ele passa por túneis, pontes, despenhadeiros além da paisagem da serra do mar que é fantástica. Voltando a Curitiba o Parque Tanguá é o mais lindo de todos.

- Cristina fala: faz anos que nao vou pra curitiba,mas o alto da quinze eu gostava,y santa felicidade que era un bairro alemao.ten muitos lugares bonitos ahi.

- WBruno fala: Não deixe de ver o Ópera de Arame e de conhecer Santa Felicidade, além de muitos outros atrativos.

- Priscila H: Se você vem para o evento e tem pouco tempo, a melhor coisa talvez seja mesmo pegar a linha turismo, como o colega aí em cima sugeriu. Ir para Santa Felicidade é um outro passeio tradicional, onde você pode comprar vinho, artesanato e almoçar ou jantar comida italiana das melhores.A Rua XV também é a cara da cidade e vale a pena dar uma volta, do Bondinho até a praça Santos Andrade, onde fica a Universidade, pertinho do teatro Guaíra.A propósito, do lado do teatro você vai ver o Baba Salim, com comida árabe muito caprichada e ambiente aconchegate, dê uma passada lá num fim de dia para tomar uma cerveja.Visite nosso mercado municipal que fica perto da rodoferroviária, você vai poder comprar boas iguarias e também ter uma ótima refeição.Tome cuidado com a criminalidade crescente e traga algum casaco!


O Mochileza agradece ao grande mestre In-Ter-Net: obrigado!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Tripulação - apresentação e convocação





Vamos a apresentação e convocação da tripulação. Segue o mini-currículo dos indivíduos-elementos-sujeitos:

1. Alécio Amando - esse é o sujeito mais direito e correto que conheço (rs rs). Filósofo e poeta, não o convide para nenhuma viagem, pois ele vai. Bate o ponto no Boteco em dias de sexta-feira e trabalha na Camed de segunda até a hora de ir para o Boteco. E nas horas vagas se dedida ao ócio criativo. Não gosta de nada simples, tem de ser um pouco mais complicado. Uma pessoa maravilhosa, bom amigo e altamente prestativo.

2. Egídio Gomes - analista de sistemas e "raimundo-faz-tudo" na Camed, gênio ("menino de ouro"), educado no método construtivista (fala tudo sem pensar e sem prestar atenção para quem está ouvindo), recém-adepto da Igreja Betesda, alterna momentos de hiper-alegria com muito mau-humor, cunhado do Aixton. Diz ele que está procurando uma moça séria para casar. É encontrado geralmente nos finais de semana no Morro Branco (na casa de praia do Aixton). Descaradamente não atende o telefonema dos amigos, nem tampouco retorna as ligações! No momento, está cumprindo direitinho o horário de trabalho na Camed.

3. Vinicius Lima - primeiro, precisamos confirmar a participação do Vinicius na tripulação. Nas reuniões para definição do roteiro da viagem ele furou todas. Diz o folclore que ele nasceu dentro de um ônibus de Itapipoca para Fortaleza (brincadeirinha!). Trabalha na Gol só para viajar de graça. É o mais viajado dos três da tripulação. Conhece boa parte do planeta, antes de conhecer o quintal da casa dele. Ei Vinicius, tu vai ou não?

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Para quê escrever um blog?


Não. Não estou desistindo de escrever o blog no 4º dia de publicação. Escrever é um exercício solitário. Por mais que a escrita é uma ação construída para terceiros, para alguém que vai ler mais tarde (ou não, como diria o Caetano Veloso), termina sendo um ato individual, um monólogo. Não existe resposta imediata. Não tem eco na hora de jogar com as palavras. Mas nem por isso devemos desanimar. A palavra chave é exercício. E o blog tem esse mister, exercitar a disciplina de por no papel palavras. Pode ser que num determinado dia não esteja tão inspirado, mas valem os ganhos com a disciplina. Principalmente, para alguém tão indisciplinado como a minha pessoa.


Neste momento, escolhi para escrever um blog sobre o roteiro da viagem (antes, durante e depois). Amanhã pode ser outro projeto diferente (e projetos não faltam!). Estou exercitando a rotina de escrever e postar pelo menos um texto por dia. Talvez as palavras no início ainda saiam tímidas, temerosas, mas logo logo ganharão um impulso maior. Por outro lado e corroborando essa idéia, nesta primeira fase do blog (antes da viagem), os assuntos circundem por expectativas e planejamento, contudo é um exercício para a viagem.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Planejamento da viagem


Como já dizia o grande navegador Amyr Klink, a quem eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, nas suas viagens para cada dia de viagem ele dedica três planejando. Atividade essencial para um bom proveito do roteiro, o planejamento da viagem é primordial. Não precisa beirar um preciosismo exagerado no planejamento. Deve-se deixar um pouco para o improviso e para a aventura. Mas, aventura que se preza, tem que voltar vivo e sem lesões, para contar a história depois para nossos amigos, filhos e netos. Mapas, consultas na internet, horários e preços de vôos, hotéis e albergues, rotas etc, tudo ajuda para obter uma viagem bacana.

Não fiz como Amyr Klink, afinal não vou navegar no mar solitariamente e comandando um barco, mas para cada dia de viagem tenho dedidado pelo menos um dia planejando. Antes da viagem, já sei boa parte da programação que devo fazer em cada cidade. A internet ajuda bastante. É como se fizesse uma viagem virtual, antes da viagem física. Afinal, como já falava o poeta Fernando Pessoa, para viajar basta existir.

Providências para viagem:
- passaporte, além da carteira de motorista e identidade;
- compra dos principais trechos aéreos antecipado;
- carteira de alberguista (para os locais cujos preços não sejam convidativos);
- palm top com acesso a internet e teclado dobrável (já em teste), para garantir a atualização do blog, e-mails, transferências e pagamentos via net;
- telefones e endereços úteis (embaixadas, hotéis, albergues, bancos etc);
- vacinar contra a febre amarela;
- seguro de viagem (afinal seguro morreu de velho...);
- roteiro para cada cidade;
- guarda-roupa básico para frio;
- consultas de preços e do câmbio em cada localidade;
- cartões de crédito internacional com limites confortáveis;
- dinheiro na conta corrente para transferências e pagamentos;
- resolução dos problemas domésticos, para não ter que resolvê-los a distância.

Feito tudo isso, a viagem tende a ser mais previsível. Vamos deixar só o prazer, alegria e a felicidade para o improviso!


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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Roteiro 5 Bandeiras


1. São Paulo-SP (BRA)


2. Curitiba-PR (BRA)


3. Joinville- SC (BRA)


4. Florianópolis-SC (BRA)


5. Porto Alegre-RS (BRA)


6. Montevidéu (URU)


7. Colonia Del Sacramento (URU)


8. Buenos Aires (ARG)


9. Santiago (CHI)


10. Valparaiso (CHI)


11. Mendoza (ARG)


12. Cordoba (ARG)


13. Assunção (PAR)


14. Foz do Iguaçu-PR (BRA)


15. Bonito-MS (BRA)



Obs. sujeito a alterações de acordo com o prazer proporcionado em cada localidade.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Conceito - palavra que viaja no significado


Válido para todas esferas da vida, o significado empresta um valor para o conceito de algo ou de alguma coisa. Sabemos que definir é matar. No entanto, precisamos matar dentro de nós alguns conceitos, para dar vida a novas formas de significados.

Depois dessa viagem filósofica rebuscada, resumindo, como se diz o meu amigo e filósofo popular Tonico, Mochileza significa mochila nas costas e, embora carga, leveza. Mochileza tem a ver com natureza. Mochileza busca a beleza. Mochileza tem na sua raiz um dos destinos da viagem - Chile - e, ao mesmo tempo, tem parte da palavra cidade-origem e para onde vamos retornar após a aventura - Fortaleza. Mochileza, por si só, já traz embutido muitos significados, mas muito vai enriquecer após a consumação do seu destino.

Mochileza presta-se ao papel de ser portal e ponte para os amigos que deixamos na terra natal e ser uma porta aberta para novos amigos e horizontes.

Quando partimos para uma aventura como essa, percorrer algumas cidades do Mercosul, buscamos ampliar nossos horizontes, desbravar novas fronteiras, descobrir novos mundos. Talvez buscamos o exílio, para valorizar a terra natal. Talvez achamos que nosso mundo é pequeno e por isso queremos alargá-lo. Talvez queiramos respirar novos ares, cheirar novos sabores.

Tudo é viagem. Mas chegamos ao destino final de conceituar a mochileza. Avante para a aventura!