quarta-feira, 2 de abril de 2008

Resenha de Punta Del Leste











Bem, esticando um pouco o roteiro no Uruguai, ainda fomos a Punta Del Leste, ponto mais extremo no litoral do país. Paraíso turístico, Punta Del Leste está para Viña Del Mar (Chile), assim como Curitiba (Brasil) está para Santiago (Chile). A cidade estava tranqüila, afinal não era alta estação, mas mesmo assim deu para sentir o clima de badalação que fica quando a cidade está cheia. Só para ter uma idéia, a turnê do Bob Dylan incluía Punta Del Leste. Lá no hotel mais chique da cidade estava estampado o cartaz do show do grande ícone da música folk: "Do you like a Rolling Stones?"


Rodamos a península, pela orla, quase toda. Batemos fotos na escultura e um dos cartões postais da cidade, Las Manos e, no final de tudo, ainda encontramos um leão marinho tomando banho de sol no cais do porto.


Para finalizar fomos fazer compras num feirinha de artesanato, típico programa de turista. Não resisti e acabei comprando algumas lembranças. O Egídio nem se fala. Vale ressaltar que tivemos a companhia luxuosa e hilária do nosso mascote e grande amigo, quem? Quem? Quem? Juanito, que fez o tour na cidade com a gente. "O Juanito é nosso amigo, o Juanito é nosso amigo, ninguém pode negar, ninguém pode negar."


O ponto alto do dia foi quando estávamos nas Las Manos e o Juanito estava bebendo um refrigerante e, bem no momento que ele estava de boca cheia, eu surpreendi dando um grito e falando uns palavrões bem feios com ele, na hora ele deu aquela cuspida ou vomitada de tudo que estava na boca... E ficamos bolando de rir.


Outra comédia que ficamos zoando muito foi que tinha um gaúcho lá no hotel (tomara que ele não esteja vendo o blog...) e eu fiquei imitando ele. Além de ser gaúcho, "macho tchê pra caramba", ele tinha um cabelo tipo He-Man, só que preto, e tinha um jeito de andar com a cabeça um pouco inclinada (tipo 15 graus) e um olhar de meia luz. O gaúcho cantava pessimamente mal as músicas do Paralamas e Legião num violão que mais parecia um instrumento de percussão (de tanto que ele massacrava as cordas do coitado). Vamos dizer que ele era um pouco bem intencionado, dava para entender qual era a música que estava cantando. Então a imitação que ficamos rindo o tempo todo era: eu inclinava a cabeça de lado, baixava pela metado o olhar, adicionava um leve jeito feminino e virava o olhar para o Juanito como se estivesse paquerando com ele. Fazíamos a maior hora dizendo que o Gaúcho estava paquerando com o Juanito. Por sua vez, o Juanito ficava devolvendo a encomenda, dizendo o mesmo comigo. Ninguém aguentava ficar sério com essa imitação. Ei Gaúcho, se estiver vendo o blog, cara, é só uma fábula bem humorada que inventamos; você não é desse jeito.
P.S. Como falei muito no Gaúcho, publiquei na parte superior deste post foto. Ele está mais a esquerda (de vermelho), depois a Silvina, Eu (Alécio Amando) e o Juanito.

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