sábado, 27 de setembro de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Puerto Iguazu, Foz do Iguaçu e Ciudad Del Leste - resenha
Fotos: 1. Cataratas; 2. Interior do hotel em Puerto Iguazu; 3. Boléia de ônibus coletivo em Ciudad Del Leste (decorado com as cores da bandeira paraguaia); 4. Praça em frente ao Shopping China, em Pedro Juan Caballero.
Argentina, Brasil e Paraguai. Tríplice fronteira. Após retorno do Chile, passamos mais um dia em Buenos Aires e pegamos um vôo pela Lan (Linhas Aéreas Argentinas) com destino a Puerto Iguazu (ainda do lado da Argentina). No avião, conhecemos o Billy e logo fizemos amizade. Gente fina o paulista. Ainda no vôo, o Egídio ficou tirando onda que eu estava chamando atenção da americana, sentada ao meu lado, através de umas artes que estava rabiscando num copo descartável de polietileno. Até que ela gostou dos desenhos e ainda arranquei dela uns sorrisos com essa arte barata. Mas longe de mim tal acusação (risos).
Compartilhamos um táxi com o Billy até o hotel ainda em Puerto Iguazu. Quando ele viu o hotel (um verdadeiro resort e ainda com chicas guapas ao redor da piscina), ficou louco. Só que tínhamos reservas, mas o Billy não. Mesmo assim tentamos hospedá-lo sem sucesso. Por solidariedade ao Billy, combinamos de acompanhá-lo até Foz do Iguaçu e lá jantarmos. Pegamos o táxi e rumamos em direção ao Brasil, só que no caminho descobrimos, por três vezes, que estava faltando algum documento de um de nós. Já ficamos um pouco tenso com essas idas e vindas e, principalmente, por saber que Foz do Iguaçu é a cidade número 1 do Brasil em índices de violência. Jantamos numa churrascaria, rodízio de carnes e algumas caipirinhas. Após, trocamos os números de telefones e contatos com o Billy e retornamos para Puerto Iguazu, atravessando de volta a fronteira para repousar no hotel.
De manhã cedo, após desayuno, apressamos para conhecer as Cataratas do Iguaçu, pelo lado da Argentina, que tem uma visão mais bonita que a do lado do Brasil (a vantagem é que avistamos as belezas que se encontram do lado do Brasil). Realmente, fabulosa a visão daqueles milhões de metros cúbicos caindo e, ao mesmo tempo, evaporando-se e banhando todo os turistas que captam em centenas de cliques a paisagem de rios d´água. No final do passeio, o Egídio, consumista por natureza, abusou nas compras na lojinha do parque.
Retornamos ao hotel, pegamos nossa bagagem, pois já havíamos fechado a conta e trilhamos agora em direção a Ciudad Del Leste, passando de novo (só de passagem) por Foz do Iguaçu. Na verdade, no planejamento da viagem tinha deixado essas cidades como últimos destinos já pensando nas comprinhas básicas no Paraguai. Contudo, não estava nos planos comprar nada em Ciudad Del Leste por se tratar de uma fronteira muito estressada. As compras estavam planejadas para acontecer em Pedro Juan Caballero, também no Paraguai, mas já na divisa com o Mato Grosso do Sul, por ser uma fronteira mais tranquila. Mas o Egídio foi seduzido por o som automotivo que o lojista baixou o preço até enfeitiçá-lo. No final, na hora de assinar o cartão de crédito percebi que alguma coisa estava errada no valor em Guaranis. Tentamos de várias maneiras cancelar a compra. Mas o lojista usou de todos artifícios para segurar a compra. Resumo da ópera: mais tarde, após confirmar o valor do dólar e com a ligaçao da administradora do cartão de crédito, descobrimos que tínhamos sido enrolados em mais de R$ 300,00.
Mas os contratempos somente estavam começando. Tínhamos comprado uma passagem para Pedro Juan Caballero num ônibus que varava a madrugada e amanhecia no esperado destino. No caminho, fomos parados numa blitze em que fomos extorquidos por uns policiais paraguaios corruptos alguns míseros Reais e Guaranis, pelo fato de não ter uma nota fiscal do bendito som automotivo.
Já em Pedro Juan Caballero, após todas confusões do dia anterior e madrugada, fizemos compras no Shopping China de forma bem tranquila. Mas, receioso de novas confusões na fronteira, aproveitamos para regularizar todas as compras na Receita Federal. Quer dizer, quase todas. Apenas foi um dia muito corrido. Mas deu tudo certo. No final da tarde, já estávamos numa baldeação de vários ônibus, de novo de madrugada, com destino a Bonito-MS. Mas isso já é assunto para o próximo post.
domingo, 4 de maio de 2008
Chile - resenha geral
Fotos (de cima para baixo): 1. prédio histórico em Val Paraíso; 2. Espelho d´água em Portillo (melhor foto de toda viagem); 3. Lago em Portillo; 4. Casa de Pablo Neruda, com 5 pisos; 5. Viña Del Mar.
Para encerrar os últimos capítulos da viagem, temos que concluir o que se iniciou: fazer o registro de cada destino. Durante os quatro dias que passamos no Chile, procuramos aproveitar o máximo os roteiros disponíveis.
Assim que chegamos no aeroporto de Santiago, trocamos algum dinheiro na casa de câmbio para poder chegar até o hotel. O Peso Chileno é uma moeda bem inflacionada, em março um 1 Real valia 250 Pesos Chilenos, então a conta é sempre multiplicando por 4 e corta-se três casas decimais e, dessa forma, obtemos o valor em Reais. Como é muito comum nos aeroportos, os taxistas e guias oferecendo serviços de tranporte, então um chileno se apresentou querendo "ayudar" e dizendo que ali era diferente do Brasil, fomos educados e o ouvimos. Mas como somos aventureiros, procuramos o serviço de informações do aeroporto e depois pegamos um transporte público mesmo. O guia, por ter "perdido" o serviço, debochou da gente, mas na hora faltou palavras para dar uma resposta boa. Após o ônibus, pegamos o metrô e descemos bem pertinho do hotel. O metrô, diga-se de passagem, muito organizado, limpo e bem sinalizado.
A tarde, já instalado procuramos um restaurante para almoçar, então fomos até o parque que fica situado na estação do teleférico e lá fomos muito, muito bem atendidos. Pelo avançado da hora, éramos os únicos clientes a ser atendidos. Depois chegaram mais clientes, mas já para o jantar. Comemos bem, degustamos vinho e sobremesa.
Viña Del Mar e Val Paraíso
No mesmo dia que chegamos, contratamos um tour para Viña Del Mar e Val Paraíso. Cedinho e após o café da manhã, uma van veio nos pegar no hotel. Um carioca também se juntou a nós, que também estava no hotel, no passeio. Em um ponto central de Santiago, desembarcamos da van e pegamos um ônibus que nos aguardava. Pronto, estávamos no típico programa de turista, todos muito bem arrumados e agasalhados. Nós éramos as ovelhas negras do grupo.
O guia turista, que falava várias línguas, no percurso ia falando sobre a economia, a política, a geografia do Chile, em espanhol e depois em inglês. Parecia que ele tinha bebido "água de chocalho" não parava um minuto. Após chegar na cidade, paramos no que era a residência da cidadão mais importante da cidade e que tinha contribuído muito para o desenvolvimento local.
No caminho, paramos numa praça com uma escultura feita pelos indígenas da Ilha de Páscoa e o guia foi contar a história que já serviu de roteiro para o cinema (Rapa Nui). Em função dos "credenciamentos", o guia nem chamou atenção para uma exposição que estava havendo num museu na praça. A exposição tinha cabeças cortadas como troféu pela tribo. Mas acabamos perdendo-a.
Após, fomos para a orla de Viña Del Mar. O ônibus estacionou e deu 2 horas para almoço. Lógico que já tinha um restaurante credenciado para o almoço. Mas como somos rebeldes, fomos procurar outra opção para almoço. O carioca nos acompanhou. Percebemos uma certa dificuldade de compreensão por parte dos atendentes no restaurante escolhido. Mas tudo bem. Estávamos no destino turístico mais badalado do litoral chileno.
Após almoço, retornamos para o ônibus e enquanto esperávamos o grupo se reunir, fomos banhar nossos pés no Oceano Pacífico. 15 graus, geladíssima a água. O batismo estava feito e o ônibus já seguia em direção a Val Paraíso. Como já falei antes em outro post, as duas cidades são coladas, mas completamente diferentes. Val Paraíso tem aquele charme colorido de casinhas de morro. Dizem as lendas urbanas que a cor era utilizada para marcar a casa e facilitar o retorno do namorado marinheiro enquanto estava aportado em Val Paraíso. Mas logo que ele ia embora, mudava a cor para o novo namorado que a chilena arrumaria. Danadinhas.
O ônibus parou próximo a uma das casas do grande poeta chileno Pablo Neruda, que agora se tornou um museu. Muita gente visitando o local e batendo fotos. Tava muito cheio, então acabamos só apreciando a vista que um dia foi do poeta. Algumas comprinhas e uns postais e pronto.
No retorno para Santiago, chegou a hora dolorosa, pagar a conta. E pelo serviço prestado pelo guia ainda acabamos dando gorjeta. Na hora, fizemos os cálculos e percebemos quanto ganha bem o guia. Naquele dia, ele, em gorjetas, recebeu em torno de R$ 500,00.
Portillo - Cordilheira dos Andes
Estávamos a caminho da Cordilheira dos Andes. Se no dia anterior estavámos acompanhados por mais 40 turistas, no dia seguinte estávamos numa van de forma exclusiva, apenas eu, o Egídio, o guia e o motorista. Era um guia simples, não falava outras línguas, mas compreendia bem o português e portunhol que falávamos. Tinha uma boa formação cultural e de estudos. E no caminho, o Egídio ia falando com ele de futebol a chicas. Tudo era assunto. Chegando lá, não encontramos a neve que esperávamos, exceto a que avistávamos no cume das montanhas ao redor da primeira estação de esqui da América Latinha, Portillo, fundada há mais de 50 anos. Batemos muitas fotos e depois almoçamos no restaurante da estação. Degustamos um bom vinho, enquanto apreciávamos a vista pela vidraça do restaurante.
A vista, desde o caminho até os caracóis que subimos para chegar a estação, é mui bela. Estavámos a pouco mais de 20 km do ponto mais alto da América Latina, mas já pelo lado da Argentina, o Aconcagua. Pela altitude que nos encontrávamos, sentíamos o ar rarefeito. Qualquer esforço a mais, faltava o oxigênio.
Chile - em geral
Pela sua geografia muito adversa, 80% do país é montanhoso, ou seja, não tem muito cultivar. A extensão territorial máxima, de leste a oeste é 432 km. Por outro lado, de norte a sul, tem mais 4 mil km, o que dá um extensa costa banhada pelo Pacífico, o que termina sendo um grande porto de passagem de divisas, vindo de toda América do Sul e que entra no país vindo de outros continentes. Isso logo se torna muito visível, pela frota de veículos, pois encontramos um grande leque de modelos e marcas que nunca vimos no Brasil. O vinho chileno, muito conhecido no mundo inteiro, na verdade tem uma produção pequena, pois não chega a superar algumas pequenas regiões do Brasil. Brinquei muito citando que o clima semi-árido e a paisagem em Santiago lembra muito minha cidade natal, Orocó, em Pernambuco. Guardada as devidas proporções, nas redondezas de Orocó tem grandes plantações de uva. Então não era chiste (piada)!
A arquitetura de Santiago cheia de prédios novos me incomodava muito pelo excesso de vidros nas edificações. Parecia que todo traço de criatividade era esboçada pela vidraçaria abundante nas fachadas. Às vezes, os prédios tombados como patrimônio da humanidade eram incrementados com adendos de vidros, numa combinação exótica (foto acima).
Os chilenos também são exímios construtores de túneis, principalmente em função da sua geografia montanhosa.
Ah, faltou falar do povo e, em particular, das mulheres chilenas. O povo chileno é muito organizado e atende bem o turista. De um modo geral, tem uma estatura mediana e um traço meio indígena. Então, não encontramos muitas chilenas belas. Que pena!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Resenha de Buenos Aires
Desembarcamos no porto em Buenos Aires já mais de 22h e sucedeu uma sequência de informações erradas. Sem mapa (o local com informações turísticas estava fechado), sem ainda ter trocado dinheiro pela moeda local, então ficamos um pouco complicado e terminamos andando muito. Depois pegamos um táxi e enfim conseguimos chegar onde nos hospedaríamos. Para pagar o taxista foi outra confusão (já contamos isso em outro post). Enfim, rodamos em pelo menos seis hotéis e nada de conseguir vaga. Terminamos conseguindo um hotel bem localizado e com um charme daqueles hotéis antigos. Ufa. Quem manda não reservar antes.
No dia seguinte, fomos atrás de sacar dinheiro. Rodamos um bocado, até conseguir achar um Banco do Brasil. Ufa dois. Agora bem mais relaxado e com dinheiro no bolso, retornamos para o hotel e logo reservamos o show de tango para noite. Almoçamos no restaurante vizinho ao hotel. Valor do almoço executivo: $ 22 pesos argentinos (R$ 12,22) com cuberto (couvert de pães, amendoim, batata e tirinhas de massa), entrada, gaseosa (refri), prato principal e postre (sobremesa).
O show de tango foi um verdadeiro show (já publicamos isso em outro post).
Outro passeio que fizemos foi o trem da costa. O Egídio pegou informações e fomos para estação. Pegamos o trem certo e ficamos em dúvida sobre o destino final, então descemos do trem. Pegamos mais informações e pegamos o primeiro trem que apareceu. Agora já estávamos no trem errado. Em pouco tempo, percebi que tínhamos pegado o trem errado, então descemos e tivemos que fazer uma baldeação para enfim pegar o trem certo. Foi tanto trem sô, que daqui a pouco já estava me sentindo mineiro, uai.
Pegamos, após a última estação, o Trem da Costa. Paisagem muito bela. No destino final, descemos e fomos procurar um lugar para almoçar. Rodízio com postre a $ 18 pesos argentinos (R$ 10,00). Após almoço, compramos o bilhete de passeio de barco no Rio Tigre. Vacilamos, porque poderíamos ter almoçado no barco, que tinha restaurante a bordo com toda mordomia possível.
Em Buenos Aires, rodamos todos os pontos turísticos. Parasitamos muito na Calle Florida (Rua Florida), paraíso das compras em pleno centro da cidade. A verdade é que sentimos como se estivesse em casa, pois rodávamos até de madrugada pelas ruas em busca de lanches no final da noite.
O hotel também nos acomodou muito bem. Ficamos impressionados com a distância do aeroporto internacional para o hotel. O ônibus para chegar lá, que segue em zigue-zague pela rodovia, demora quase duas horas para chegar lá. A vantagem é que táxi é muito barato (paga-se $ 50 pesos argentinos). Também a gasolina no preço que eles pagam!
Outra coisa estranha, os argentinos são muito afeminados, metrossexuais (ou viados mesmo). Eles usam até presilhas no cabelo, se cumprimentam beijando no rosto. Isso é realmente muito estranho.
Fotos: o argentino Egídio Tevez (com sua língua presa: "- Cual la pregunta?"; e na outra foto apareceu uma imagem refletida no vidro do trem ("é muita coincidência...")
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Resenha de Punta Del Leste
Bem, esticando um pouco o roteiro no Uruguai, ainda fomos a Punta Del Leste, ponto mais extremo no litoral do país. Paraíso turístico, Punta Del Leste está para Viña Del Mar (Chile), assim como Curitiba (Brasil) está para Santiago (Chile). A cidade estava tranqüila, afinal não era alta estação, mas mesmo assim deu para sentir o clima de badalação que fica quando a cidade está cheia. Só para ter uma idéia, a turnê do Bob Dylan incluía Punta Del Leste. Lá no hotel mais chique da cidade estava estampado o cartaz do show do grande ícone da música folk: "Do you like a Rolling Stones?"
Rodamos a península, pela orla, quase toda. Batemos fotos na escultura e um dos cartões postais da cidade, Las Manos e, no final de tudo, ainda encontramos um leão marinho tomando banho de sol no cais do porto.
Para finalizar fomos fazer compras num feirinha de artesanato, típico programa de turista. Não resisti e acabei comprando algumas lembranças. O Egídio nem se fala. Vale ressaltar que tivemos a companhia luxuosa e hilária do nosso mascote e grande amigo, quem? Quem? Quem? Juanito, que fez o tour na cidade com a gente. "O Juanito é nosso amigo, o Juanito é nosso amigo, ninguém pode negar, ninguém pode negar."
O ponto alto do dia foi quando estávamos nas Las Manos e o Juanito estava bebendo um refrigerante e, bem no momento que ele estava de boca cheia, eu surpreendi dando um grito e falando uns palavrões bem feios com ele, na hora ele deu aquela cuspida ou vomitada de tudo que estava na boca... E ficamos bolando de rir.
Outra comédia que ficamos zoando muito foi que tinha um gaúcho lá no hotel (tomara que ele não esteja vendo o blog...) e eu fiquei imitando ele. Além de ser gaúcho, "macho tchê pra caramba", ele tinha um cabelo tipo He-Man, só que preto, e tinha um jeito de andar com a cabeça um pouco inclinada (tipo 15 graus) e um olhar de meia luz. O gaúcho cantava pessimamente mal as músicas do Paralamas e Legião num violão que mais parecia um instrumento de percussão (de tanto que ele massacrava as cordas do coitado). Vamos dizer que ele era um pouco bem intencionado, dava para entender qual era a música que estava cantando. Então a imitação que ficamos rindo o tempo todo era: eu inclinava a cabeça de lado, baixava pela metado o olhar, adicionava um leve jeito feminino e virava o olhar para o Juanito como se estivesse paquerando com ele. Fazíamos a maior hora dizendo que o Gaúcho estava paquerando com o Juanito. Por sua vez, o Juanito ficava devolvendo a encomenda, dizendo o mesmo comigo. Ninguém aguentava ficar sério com essa imitação. Ei Gaúcho, se estiver vendo o blog, cara, é só uma fábula bem humorada que inventamos; você não é desse jeito.
P.S. Como falei muito no Gaúcho, publiquei na parte superior deste post foto. Ele está mais a esquerda (de vermelho), depois a Silvina, Eu (Alécio Amando) e o Juanito.
Assinar:
Postagens (Atom)
